Centro Ambiental Edoardo Bonetti, em São José dos Campos/SP, recebe concerto com a soprano Marília Vargas

Google+PinterestLinkedInTumblr+

Canções e danças da corte dos reis Luís 13 e Luís 14 vão ditar o ritmo de São José dos Campos no concerto especial “Soupirs mêlés d’amour”, inspirado na riqueza do barroco francês dos séculos 17 e 18. Marcado para 7 de julho, o concerto terá a participação de Marília Vargas, uma das mais respeitadas sopranos brasileiras da atualidade. Um espetáculo que vai deixar São José dos Campos/SP com uma atmosfera típica do Palácio de Versalhes, nos tempos do Rei Sol.

Realizado e produzido pelo CAEB (Centro Ambiental Edoardo Bonetti), “Soupirs mêlés d’amour” traz ao público um primoroso repertório de canções e danças sob os reinados de Luís 13 (1610 a 1643) e Luís 14 (1643 a 1715), pai e filho que tinham uma enorme paixão pelas artes. O concerto serve também de abertura do Festival de Inverno do CAEB, uma série de eventos ligados à arte e à cultura que ocorrerá em todos os finais de semana do mês de julho.

O evento será no espaço de artes do CAEB, situado à estrada Doutor Bezerra de Menezes 1.250, no Torrão de Ouro, a 10 minutos do centro da cidade. O espetáculo começa às 18h, com ingresso a R$ 60.

Além de Marília Vargas, de volta ao Vale do Paraíba, o concerto vai reunir Silvana Scarinci (arquialaúde), Roger Burmester (guitarra barroca), Raquel Aranha (violino barroco) e os bailarinos Clara Couto e Osny Fonseca, especialistas em dança barroca.

A arte francesa desse período é riquíssima e boa parte dela se desenvolveu no ambiente cortesão. Luís 13 foi compositor e hábil alaudista. Luís 14, bailarino, fundou a primeira instituição de dança, a “Académie Royale de Danse”, que passou a ser o modelo para formar bailarinos profissionais – disse Raquel Aranha, coordenadora de Artes do CAEB. “Algumas das coreografias dançadas pelo Rei Sol foram publicadas em coletâneas de seus mestres, Feuillet e Pécour.”

Muitas canções do período eram escritas em estruturas de dança. Assim, o concerto traz uma combinação de duas artes irmãs: as canções cortesãs, ou airs de cour, em francês, canções estróficas, de delicada sonoridade, de uma combinação vocal e instrumental que fazem lembrar algumas obras da MPB; e as danças palacianas, ou belle danse, praticadas no ambiente da corte, tanto pelos nobres quanto por bailarinos nos séculos 17 e 18. Um exemplo delas? O minueto, uma dança de par caracterizada pela elegância e delicadeza de movimentos.

Com tudo isso, o concerto especial de julho será uma viagem no tempo.

Graças a registros feitos em coletâneas de mestres da dança francesa, a complexa notação coreográfica (conhecida como sistema Beauchamp-Feuillet) e as várias danças do período foram preservadas. Assim é possível realizar uma releitura dessas coreografias nos dias atuais, trazendo para o presente um estilo de dança sustentado pelo refinamento de gestos e movimentos de passos.

Repertório

Canções e Danças da Corte Francesa, séculos 17 e 18.

Compositores: Pierre Guédron (1570 a 1620), Nicolas Vallet (1583 a 1642), Gabriel Bataille (1565 a 1630), Nicolas Vallet (1583 a 1642), Gabriel Bataille (1565 a 1630), Étienne Moulinié (1599 a 1676), Didier le Blanc e Michel Lambert (1610 a 1696).

Coreografias de Mestres de Dança do Luís 14: Louis Guillaume Pécour (1653 a 1729), Raoul Auger Feuillet (1659 a 1710)

Intérpretes

Marília Vargas: soprano

Raquel Aranha: violino barroco

Silvana Scarinci: arquialaúde

Roger Burmester: guitarra barroca

Clara Couto e Osny Fonseca: dança barroca

Fonte: Portal R3

Compartilhe.

Deixe uma resposta

14 + 8 =